quarta-feira, 16 de agosto de 2017

AINDA PENSANDO NELE...


Felicidade é um simples ato de amor.

Está num abraço, num olhar, num gesto, numa certeza.
Feliz do pai que pode ter tudo isto!
Feliz do filho que pode compartilhar com o seu pai tudo isto.
Felicidade é tão simples!

Para que complicar?

Joyce Pianchão 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Ao nosso gosto...


Novo agosto

Chega com o vento frio, vento que leva e vento que traz...
Leva Ipê rosa, traz Ipê amarelo.
No seu primeiro dia a carinhosa homenagem às mães que amamentam seus filhos. 
E por falar em mãe, lembro-me da despedida da minha, que foi num agosto.
É também o mês dos pais, o meu já se foi também.
O vento levou, mas também trouxe novos agostos...
O mês é a gosto, ao nosso gosto...
Somos responsáveis por aquilo que guardamos, queremos e somos.
Somos nós que temperamos os nossos dias e o oitavo mês do ano vem nos lembrar disto.
Pode ser o mês do desgosto ou... Fica ao nosso gosto.
Como gosto do viver, tempero a vida com pitadas diárias de equilíbrio.
Isto mesmo! Neste agosto o tempero será equilíbrio.
Qual vai ser o seu tempero?
Bom agosto para todos nós!

Joyce Pianchão

quarta-feira, 26 de julho de 2017

EU LEIO CLARICE LISPECTOR




Eu li mais um romance de Clarice Lispector: Um sopro de vida e me encontrei nele:

 (...) Saber desistir. Abandonar ou não abandonar – esta é muitas vezes a questão para um jogador. A arte de abandonar não é ensinada a ninguém (...).

Não me ensinaram, mas aprendi que devemos sim reavaliar as nossas escolhas e saber quando avançar ou recuar. Recuo hoje e planejo um novo caminho.

(...) É tão ótimo e reconfortante um encontro para as quatro da tarde. Quatro horas são do dia as melhores horas. As quatro dão equilíbrio e uma serena estabilidade, um tranquilo gosto de viver (...).

Acredite se quiser! Sempre fui uma apaixonada pelas quatro horas da tarde, mesmo quando o encontro é comigo mesmo.

(...) Deve haver um modo de não se morrer, só que eu ainda não descobri. Pelo menos não morrer em vida: só morrer depois da morte (...).

O jeito que eu encontrei de me manter viva e feliz é reprogramar os meus dias sempre que for necessário mudar para sentir-me parte do hoje.

E então...
Hoje, à tarde, eu fui a uma livraria e comprei mais um livro de Clarice: A hora da estrela.
Logo mais, termino o dia, tomando um chá e lendo... Assim eu rego a vida.

Joyce Pianchão
Julho/2017

sábado, 1 de julho de 2017

Novo julho com imagens raras...




Novo julho com imagens raras...

Bom dia
Olho no olho
Trato cumprido
Amizade sincera
Amor eterno...

Com licença
Por favor
Gente feliz no trabalho
Gentileza no transporte coletivo
Gente sem fone no ouvido
Livro na mão...

Criança brincando
Idoso sorrindo
Policial protegendo.
Leis cumpridas.
Direitos preservados...

Encontro na sorveteria,
 Na porta do cinema,
No parque
Na banca de jornal
Num café...

Passeios e ruas conservados
Gente sem medo
Olhos para o céu.
Carta na caixa do correio.
Notícia boa no jornal...

Gente honesta
Supermercado cheio no final do mês
Telefone público funcionando
Lixo na lixeira
Respeito ao diferente...

Rara é a vida simples de um sorriso franco, um aperto de mão sincero, um abraço afetuoso, uma promessa para toda a vida, mesmo que assim não seja, porque o que vale mesmo é o intenso momento de bem viver.

Joyce Pianchão


sexta-feira, 2 de junho de 2017

NOVO JUNHO




Novo junho

E assim eu começo mais um mês em minha vida, com novos caminhos, mais amigos, outras possibilidades...
Do jeitinho que eu gosto, reprogramando a vida, faxinando a rotina.
Quando eu olho para o calendário e vejo que é o último dia do mês, faço rapidamente uma retrospectiva mental: dias felizes outros nem tanto, dias conturbados, outros serenos...
Passo a folha do calendário e recebo o novo mês e então me interrogo:
Menos um mês ou mais um mês?
Prefiro pensar que é mais um mês que eu ganho de presente.
Mais oportunidade de vida, de construção, de planejamento, de conhecimento, de aventura...  A vida é uma grande aventura!
Que venha então esta nova chance de nos fazermos presentes no mundo
 Acredito eu que temos que saborear o presente, o agora, o instante da melhor maneira que pudermos, pois ele é único!
Daqui a pouco a folha do calendário vai virar...

Joyce Pianchão

domingo, 14 de maio de 2017

COMPREI FLORES...

Resultado de imagem para rosas brancas 


Domingo com céu azul, azul claro, com apenas algumas pinceladas de nuvens suaves. Céu tão lindo que me faz crer na beleza, na beleza que vejo no alto, que entra pelos meus olhos e que se instala em mim, que triste se fortalece.
Vento frio de inverno contrasta com o sol forte que já se anuncia e quer se fazer presente.
Nas ruas silêncio, mas a floricultura já aberta me convida a entrar.
Comprei rosas brancas, margaridas brancas e ganhei de brinde um pequeno vaso de flores também brancas.
Gosto do branco nas flores. O branco é paz, tranquilidade, apazigua meu coração e os sentimentos que nele persistem em ficar.
Feliz agora, eu desfilo pela rua.
Levo para casa as minhas flores e no caminho já converso silenciosamente com elas. Digo a elas por que estou levando-as comigo, para quem são. Elas parecem entender, pois estão lindas e me respondem com perfume.
Chego a casa, pego o jarro, coloco água e deposito com cuidado cada uma das flores. Levo-as para a sala de estar. O pequeno vaso que ganhei coloco na janela do meu quarto. Quando amanhã eu acordar lá estará ele a me saudar.
Afinal porque todo este ritual no domingo de sol e céu azul?
Hoje é Dia das Mães e eu tenho que admitir que esteja imensamente triste.
(Por favor, não me pergunte por quê. Eu lhe responderei com o meu silêncio...).
 Então para me confortar, me lembro das Mães que foram vidas em minha vida.
Gratidão a elas!

Joyce Pianchão